1.11.05

Castigo de amor

A saudade é o maior dos castigos. Não a considero doença, mesmo estando enfermo em seus tentáculos virais, mesmo parecendo asmático, com dificuldade em respirar. Já não sei se o ar existe ou se só há lembranças de suspiros.

Não adianta dizer que vai passar... subterfugiando a esperança, que morreu. Os últimos também morrem, pior, sofrem para morrer e, quando morrem, não descansam como os outros, ainda a têm em seu espírito, se alimentando do que aqui, no plano terreno, chamam de amor.

Sentimento constante e agudo, não dá tréguas ao peito, não alivia sua dor. O corpo disfarça, se emociona, ri, mas todos os sentimentos ganham um resquício seu. Sempre após um sorriso ou um êxtase, ou seja lá o que for, a saudade aparece, se incrusta nos sentidos: o paladar fica aguçado, o olfato alerta, como quem diz – quero você aqui, vejo você aqui”, – as lágrimas vêm, o riso some e o mundo pára... para a saudade.

3 comentários:

Jane Marques disse...

Obrigada pela visitinha lá na vida em movimento! Adorei esse cantinho tb. Visitarei sempre.
Beijos e bom dia!
Jane Marques

Luana disse...

muito legal seu blog, parabens. Já sofri de saudades e garanto que nao eh muito bom, rs.
Abraços,
Lu

Tata disse...

Olá,
Passei para retribuir a visita e adorei seu blog!
Passarei mais vezes aqui...
Beijos n'alma